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Wednesday, October 31, 2007

Nous aimons!

L'étrange!

Endereço

Rua C.C.C., 654.

Uma beleza de endereço para se achar no google earth, e um número fácil para pessoas com pouca memória.

Eu tenho dificuldade com números e nomes. Mas acontecimentos gravo bem! Sabe, é assim, e tem sido, tudo meio descontraído. Tem até espaço para estender lençóis, e eu às vezes estendo rede também - e por vezes me deito até na chuva. "- O que você quer ser quando crescer?", tenho me perguntado. Jorge Ben responderia jogador de futebol, mulher de milionário, presidente, eu diria deitadora de redes. Porque não é uma atividade fácil a de perceber as pequenezas do mundo. As estrelas são bem pequeninhas quando a gente olha pra cima, sabe. E eu ando percebendo que a gente consegue olhar o mundo bem melhor quando está de cabeça pra baixo. Deitadora de redes. Uma boa ocupação. Já não diria profissão, porque acho que não tem preço. As barbas de Marx também me encomodam. Através delas não se vê estrelas! Quantas grandezas pretenciosas. Eu ainda fico com o desconhecido. Não tenho banheira. Não tenho piscina. Mas tenho a chuva, sabe. E muitas vezes ela me conduz, ainda que eu teime em comprar guarda-chuva colorido. Roxo, verde, laranja, com bolinhas, listras, até transparente já comprei. Que aliás não guardam nada. De vez em quando eu fico latindo, meus cachorros me sobem à cabeça, e é como se a língua que por convenção me comunico (??) não me pertencesse mais. Mas às vezes - muito às vezes(!!) - eu escrevo. E conto estas coisas desprotegidas que me protegem. E mesmo não estando inspirada, eu procuro a inspiração. Tenho lido histórias em quadrinhos, e feito amigos. Sabe, a gente se desaponta com as certezas - e até as pessoas vão se reciclando. Eu me engano muito com elas, são poucas as que ainda continuam em atalhos na minha vida. Sim, eu sei, as distâncias são necessárias, mas eu acho que é por causa delas que prefiro latir. Enquanto alguns matam cachorros e chamam isso de "arte". O meu maior susto foi aquele de todos os dias, porque eu estou deixando mesmo de esperar. Sabe aquela figura ali bem no cantinho? Então, foi uma fotografia de uma fotografia de uma fotografia de uma fotografia de uma joaninha que eu fiz pra minha amiga nine, que está longe, mas que tem muitos atalhos em mim. Eu quero só ver. Para quê saber o meu endereço se não vem me visitar?

Tuesday, October 30, 2007

Faubourg Saint-Denis


Escuta.

Às vezes a vida exige uma mudança.

Uma transição.

Como as estações.

Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão terminou e deixamos passar o nosso outono.

E agora, de repente, faz frio, tanto frio que tudo se congela.

Nosso amor dormiu e a neve o tomou de surpresa.

E se dormes na neve não sentes vir a morte.

Cuide-se.

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De um dos filmes mais bonitos - Paris, je t'aime. "Faubourg Saint-Denis", de Tom Tykwer - Um dos curtas. O que mais gostei. Porque me diz muito.



Wednesday, October 17, 2007

Happy weekend


Dias encantadores.
Companhias mágicas.
Traços do querido Bruno, que não é imagem, mas é sonho.
Eu. Nós.

Monday, September 03, 2007

Pureza

Pureza - fotografia p & b com técnica de clichê vère, 2005

Eu só estava terminando de ler as linhas da tua mão quando vi aquele acidente que não se chama destino, e nem acaso, - mas tempo - passar por entre as linhas que ligavam marcas novas na tua pele, foi aí que eu percebi que mais te conheço quando te toco, e que tudo isso ocupa o mesmo lugar nestas rachaduras que eu sempre chamei de cortes breves, mas que demoraram meses, feridas insistentes, pois nunca respeitei o tempo. Tua mão, sim, ela me deu um alento, mas não foi querendo me dar direções, eu também nunca respeitei as linhas, e por isso me sinto um tanto inquieta por vezes. Mas foi naquele dia em que senti que era a última vez que desvendaria teus traços mais simples que algo surgiu...

Wednesday, August 22, 2007

Des-forme

Irregularidades da noite
São esses afazeres de poços profundos
Em que te fazes tão breu
Notícias silenciosas também te calam
Enquanto a solitude se avizinha
Nada brilha mais
A não ser aquela poeira que ficou
Sem espaço escolhido,
Promocionalmente esquecida.
Onde te dói, noite
A não ser naquilo que mais calas?
Qual desvio de ti se aproxima?

Sunday, August 05, 2007

O mais novo parto! ou ié!


Incrível! Assim como sobre uma corda, é essa a matéria do pensamento-bamba! Tanta ânsia não me diria quão prazeroso é o sabor de caminhar... Uma corda... Tão pouco se precisa...