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Thursday, March 13, 2008

Intervenção à margem da escrita, sob um pedaço colorido de papel virtual

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a partir de Cartografia Interior (1996) , da artista mexicana Tatiana Parcero.


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Tuesday, March 11, 2008

Depois das horas


Depois das horas o caminhante alude a permanência ao despojo do tempo.
Por quanto parado? estático?
Decide caminhar e entreter-se com sorrisos de passos.



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"O meu paraíso é onde estou"! Teatro Mágico em Londrina, é muita emoção nesta vida!!!



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Sunday, December 02, 2007

Faço um filme da cidade sob a lente do meu olho - um exercício de escrita em vários ângulos

Beatriz Ferreira ₢

Recordo-me das pinturas do Romantismo, no qual as ruínas figuravam como elemento representante de melancolia, mas também de uma realidade interior, em que a natureza é fator predominante. Homens figuram ao redor de paisagens em ruínas, porque nelas, a natureza se sobrepõe à obra constituída.

Esta é uma imagem que foi feita em São José do Norte, em 2007. Um lugar que aprecio muito, não somente pela possibilidade de avistar a cidade de Rio Grande ao fundo, mas por aqui haver uma ruína que vai se modificando com as estações, sendo tomada cada vez mais pelas forças das águas.

Estava com um grupo de amigos, fotografávamos e mostrávamos as belezas daquela pequena cidade para outros amigos estrangeiros. Nesta parte do percurso, um grupo de crianças percebeu a incidência de uma língua outra, e começou a dizer “-Hi, my name is ...”. O interesse que, em princípio, era pelos estrangeiros, transformou-se num interesse em saber o que estávamos fotografando. Uma pergunta impactante, feita por uma delas: “-O que tem para fotografar aqui em São José do Norte, moça?”. Eis que, depois de momentos de descontração, olhávamos o pôr do sol. As crianças se dispersaram, e uma delas se sentou na pedra, um dos resquícios de uma grande casa, que está completamente em ruínas.

Sem ela perceber, havia muitas coisas, sim, a serem fotografadas naquele belíssimo lugar. Incrível como a menina se relaciona com a paisagem, como se estivesse sempre ali, à minha espera.

Friday, November 23, 2007

Dizer



Sobra tanta falta

Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia

Falta tanta coisa na memória, como o rosto dela

Falta tanto tempo no relógio, quanto uma semana,

Sobra tanta falta de paciência que me desespero

Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo

Sobram tantos medos que nem me protejo mais

Sobra tanto espaço dentro do abraço

Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo

Sei lá se o que me deu foi dado

Sei lá se o que me deu já deu

Sei lá se o que me deu foi dado

Ou se é seu

Sei lá



Dizeres que me perpassam... Arte digital: Steffania Paola. Poesia: Carlos Trevisan, para música de "O Teatro Mágico".

Wednesday, October 31, 2007

Nous aimons!

L'étrange!

Endereço

Rua C.C.C., 654.

Uma beleza de endereço para se achar no google earth, e um número fácil para pessoas com pouca memória.

Eu tenho dificuldade com números e nomes. Mas acontecimentos gravo bem! Sabe, é assim, e tem sido, tudo meio descontraído. Tem até espaço para estender lençóis, e eu às vezes estendo rede também - e por vezes me deito até na chuva. "- O que você quer ser quando crescer?", tenho me perguntado. Jorge Ben responderia jogador de futebol, mulher de milionário, presidente, eu diria deitadora de redes. Porque não é uma atividade fácil a de perceber as pequenezas do mundo. As estrelas são bem pequeninhas quando a gente olha pra cima, sabe. E eu ando percebendo que a gente consegue olhar o mundo bem melhor quando está de cabeça pra baixo. Deitadora de redes. Uma boa ocupação. Já não diria profissão, porque acho que não tem preço. As barbas de Marx também me encomodam. Através delas não se vê estrelas! Quantas grandezas pretenciosas. Eu ainda fico com o desconhecido. Não tenho banheira. Não tenho piscina. Mas tenho a chuva, sabe. E muitas vezes ela me conduz, ainda que eu teime em comprar guarda-chuva colorido. Roxo, verde, laranja, com bolinhas, listras, até transparente já comprei. Que aliás não guardam nada. De vez em quando eu fico latindo, meus cachorros me sobem à cabeça, e é como se a língua que por convenção me comunico (??) não me pertencesse mais. Mas às vezes - muito às vezes(!!) - eu escrevo. E conto estas coisas desprotegidas que me protegem. E mesmo não estando inspirada, eu procuro a inspiração. Tenho lido histórias em quadrinhos, e feito amigos. Sabe, a gente se desaponta com as certezas - e até as pessoas vão se reciclando. Eu me engano muito com elas, são poucas as que ainda continuam em atalhos na minha vida. Sim, eu sei, as distâncias são necessárias, mas eu acho que é por causa delas que prefiro latir. Enquanto alguns matam cachorros e chamam isso de "arte". O meu maior susto foi aquele de todos os dias, porque eu estou deixando mesmo de esperar. Sabe aquela figura ali bem no cantinho? Então, foi uma fotografia de uma fotografia de uma fotografia de uma fotografia de uma joaninha que eu fiz pra minha amiga nine, que está longe, mas que tem muitos atalhos em mim. Eu quero só ver. Para quê saber o meu endereço se não vem me visitar?

Tuesday, October 30, 2007

Faubourg Saint-Denis


Escuta.

Às vezes a vida exige uma mudança.

Uma transição.

Como as estações.

Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão terminou e deixamos passar o nosso outono.

E agora, de repente, faz frio, tanto frio que tudo se congela.

Nosso amor dormiu e a neve o tomou de surpresa.

E se dormes na neve não sentes vir a morte.

Cuide-se.

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De um dos filmes mais bonitos - Paris, je t'aime. "Faubourg Saint-Denis", de Tom Tykwer - Um dos curtas. O que mais gostei. Porque me diz muito.



Wednesday, October 17, 2007

Happy weekend


Dias encantadores.
Companhias mágicas.
Traços do querido Bruno, que não é imagem, mas é sonho.
Eu. Nós.