
a partir de Cartografia Interior (1996) , da artista mexicana Tatiana Parcero.

Recordo-me das pinturas do Romantismo, no qual as ruínas figuravam como elemento representante de melancolia, mas também de uma realidade interior, em que a natureza é fator predominante. Homens figuram ao redor de paisagens em ruínas, porque nelas, a natureza se sobrepõe à obra constituída.
Esta é uma imagem que foi feita
Estava com um grupo de amigos, fotografávamos e mostrávamos as belezas daquela pequena cidade para outros amigos estrangeiros. Nesta parte do percurso, um grupo de crianças percebeu a incidência de uma língua outra, e começou a dizer “-Hi, my name is ...”. O interesse que, em princípio, era pelos estrangeiros, transformou-se num interesse em saber o que estávamos fotografando. Uma pergunta impactante, feita por uma delas: “-O que tem para fotografar aqui
Sem ela perceber, havia muitas coisas, sim, a serem fotografadas naquele belíssimo lugar. Incrível como a menina se relaciona com a paisagem, como se estivesse sempre ali, à minha espera.

Sobra tanta falta
Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia
Falta tanta coisa na memória, como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio, quanto uma semana,
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo
Sei lá se o que me deu foi dado
Sei lá se o que me deu já deu
Sei lá se o que me deu foi dado
Ou se é seu
Sei lá
Dizeres que me perpassam... Arte digital: Steffania Paola. Poesia: Carlos Trevisan, para música de "O Teatro Mágico".

Escuta.
Às vezes a vida exige uma mudança.
Uma transição.
Como as estações.
Nossa primavera foi maravilhosa, mas o verão terminou e deixamos passar o nosso outono.
E agora, de repente, faz frio, tanto frio que tudo se congela.
Nosso amor dormiu e a neve o tomou de surpresa.
E se dormes na neve não sentes vir a morte.
Cuide-se.
--------------------------------------------------------------
De um dos filmes mais bonitos - Paris, je t'aime. "Faubourg Saint-Denis", de Tom Tykwer - Um dos curtas. O que mais gostei. Porque me diz muito.
