Thursday, March 26, 2009

Manifesto Contemporâneo I

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Perguntam-se sobre as relações humanas neste mundo, quando na contemporaneidade praticamente todos na multidão têm mp4’s ou ipod’s para de algum modo não se relacionarem com o mundo exterior, e acabam por se transformarem em verdadeiros autômatos do mundo ‘pós-moderno’, onde cada um tem direitos, mas a noção de direito se transformou apenas em ‘deter poder de consumo’ .

A condição material do flâneur da contemporaneidade tem relação com algumas práticas no cotidiano. Ações daquele que não usa óculos escuros, e está aberto para que toda a intensidade de reflexão da luz nos objetos e nas pessoas lhe acometa, o homem que não se defende dos estímulos visuais, mesmo nesta intensidade de informações do mundo contemporâneo...




Para o homem que se liberta para os barulhos e silêncios do mundo... Para o homem que se sente bem em tocar as pessoas, e tocar o que está à sua volta. Para o homem que não teme olhar e sentir o outro.

Se o progresso tecnológico levou o mundo a uma exacerbação do individualismo, a grande questão do nosso tempo, deste mundo pós-tecnológico que gerou este individualismo exacerbado, tem sido “Como podemos conviver, como podemos viver junto?”, no qual a diferença aparece como um dos problemas fundamentais do nosso século XXI, em que até mesmo as relações humanas estão se fazendo apenas no campo virtual, cortando a etapa fundamental, que é a sua presentificação...



Fontes das imagens de Tókio:

Imagem 1: http://www.flickr.com/photos/tuija/192057074/

Imagem 2: http://www.flickr.com/photos/30295555@N03/3209887595/


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4 comments:

Lílian Soares said...

Ai Beazita... E eu fico pensando com meus botões que aqui no Brasil não estamos assim tão afetados pela cultura "ipodiana"... Lembro que nos USA todo mundo na rua tinha algo no ouvido. Aqui ainda acho que vivemos um pouco mais as relações humanas... Mesmo com todas as dificuldades sociais...

Bigatrice said...

pra tu veres o nível de sociabilidade que os caras têm lá... eu sinto medo, muito medo disso... E como estou percebendo que cada movimento na vida é, também, uma escolha... não estou querendo me subjugar a estes modos de criação da vida, até porque não vejo criação nenhuma neles... O mais importante é sentir, sentir e sentir!!!!! sentir tudo e a tudo querer sentir na sua intensidade!!! vamos desligar os ipods e ouvir mais os barulhos e silêncios do mundo!!
Beijos, minha linda!!

Elton Luiz said...
This post has been removed by the author.
Elton Luiz said...

Olá,
Eu estava procurando umas imagens do Deleuze na net quando vi uma imagem sobre ele que me chamou a atenção.A imagem remetia ao seu blog. E foi assim que cheguei até aqui. Já vi algumas imagens, das quais gostei muito, e li alguns textos, que também me prenderam aqui e me fizeram passear mais pelo blog. Certamente, voltarei...
Só mais alguma coisa que li aqui e que me remeteu a uma idéia de Deleuze: ele dizia existir uma "quarta pessoa do singular". Então,segundo ele, haveria uma dimensão da alma distinta do eu, do tu, do ele, do nós, do vós e do eles...É a dimensão subjetiva ao mesmo tempo a mais íntima, porém a mais fora dentro de nós...A singularidade...

bjs,

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